Ter cumplicidade com alguém é muito raro.
É uma afinidade forte e segura que não precisa de códigos verbais para se manifestar...
Existe e desenvolve-se com o conhecimento da pessoa, irradia durante e permanece depois, mesmo quando as pessoas deixam de estar juntas.
Quando se tem dificuldade em expressar algo, o que sai é simples e claro perante alguém com quem se tem cumplicidade.
A cumplicidade é estar longe e conseguir pensar de forma semelhante a respeito dos mesmos factos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar a conversar sem trocar palavras.
É saber receber o que vem do outro...
Cumplicidade é sentir com!
Não é sentir contra, nem sentir para, nem sentir por...
Quantos amam e sentem para quem amam e não sentem para eles próprios.Quem sente por, confunde cumplicidade com masoquismo.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que se está a sentir. É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando é falar, não precisar explicar: apenas afirmar.
Quem sente com, consegue avaliar sem se “contaminar”, sem se “iludir”. Compreende sem ocupar o lugar do outro e aceita sem se anular!
Percebe que pode questionar aquilo que não entender!
Quem não tem cumplicidade não tem afinidade e questiona por não aceitar.
Cumplicidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças.
É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas como nas impossibilidade vividas.
Cumplicidade, quando adquirida, existe para sempre, porque a afinidade é tal que se consegue retomar uma relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação.
Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida, para que a maturação comum se pudesse dar!!
GOSTO MUITO DE TI, R.!
E por isso te digo que devias rever alguns conceitos e posturas, para teu bem, para te protegeres, para encarares algumas coisas de forma diferente e mais saudável!
UPDATE Para TI! =)