quinta-feira, 28 de maio de 2009

Foram Cardos Foram Prosas

19914

“A prosa poética é prosa que quebra algumas das regras normais da mesma para atingir uma imagética mais sofisticada ou um maior efeito emocional.”

(in Wikipédia)

Adoro a poesia que pões na minha prosa!! Sem artefactos e sem vigarice mental!

É urgente que as pessoas se amem
sem vergonha e sem tristeza
Que se amem com orgulho
Com a alegria pagã da joie grega
É urgente que as pessoas não se escondam
por detrás das outras pessoas
das ideias das outras pessoas
dos muros espessos do medo
É urgente que as pessoas se amem
É urgente partilhar o pão e o corpo
com a claridade da terra molhada
nas manhãs de sol
É urgente assumir a verdade

Manuela Amaral

 

Há luz sem lume aceso
Mas sem amar o calor
À flor de um fogo preso
À luz do meu claro amor

Há madressilvas aos pés
E águas lavam o rosto
A morte é uma maré
Olho o teu amado corpo

Será sempre a subir
Ao cimo de ti
Só para te sentir
Será no alto de mim
Que um corpo só
Exalta o seu fim

Não foram poemas nem rosas
Que colheste no meu colo
Foram cardos foram prosas
Arrancados ao meu solo

Oi que ainda me queres
No amor que ainda fazemos
Dá-me um sinal se puderes
Sejamos amantes supremos

Será sempre a subir
Ao cimo de ti
Só para te sentir
Será no alto de mim
Que um corpo só
Exalta o seu fim. . .

Autores: Miguel Esteves Cardoso/Ricardo Camacho
Voz: Manuela Moura Guedes

2 comentários:

Anónimo disse...

A Manelinha nesta altura estava bem melhor! lool

A Manuela Amaral afirma palavras bem assertadas, penso eu de que. Um trabalho diário e de alerta aos passos que vamos dando em cada momento.

Gostei desta música que aqui toca agora para ti. Também agradeço à vida por me ter dado tanto! :)

Beijos prosaicos porém imagéticos

Boo disse...

Sim... A Manuelita aqui ainda era uma pessoa engraçada... :)

Beijos auspiciosos :)