“O Sol, dia após dia, não queimava
o meu corpo soturno e sombrio
E eu, ambicionando um mar de lava,
que me abraçasse o coração vazio.
A cada noite a lua minguava,
no meu quarto, crescente, só o frio.
E eu ansiando a luz que fosse escrava
dum farol que orientasse o meu navio…
Foi então que te vi, de sete cores
avivando o meu céu, serena e nua
num arco que apagou todas as dores.
Encheste de clarões a minha rua,
cobriste a minha cama de mil flores,
tornaste-te meu sol e minha lua.”
(poema de Fernando – Cidadão do Mundo)






2 comentários:
Este arco-íris está lindo! Lisboa?
O poema é lindíssimo :))
Cuidado com a lava. É que queima, mesmo! :p
beijo solar
Sim! Ao pé de casa!! :)
Beijo Luar
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